Junte-se a mim na defesa do Cerrado e da Caatinga! Exija que sejam Patrimônios Nacionais!


Meu nome é Pedro Alves dos Santos, mais conhecido como Pedro Piauí. Sou da comunidade camponesa Sussuarana, de Campos Lindos, no Tocantins. Minha família, junto com mais centenas de povos e comunidades tradicionais, luta para salvar o Cerrado.
A história dos povos que sempre viveram no Cerrado protegendo a natureza é rica e vibrante. Somos camponeses, pescadores e ribeirinhos, mais de 80 etnias indígenas, quilombolas, quebradeiras de coco babaçu, comunidades de fundo e fecho de pasto, vazanteiros, agricultores familiares, geraizeiros, sertanejos, assentados e vários outros povos tradicionais. Mas nossas famílias e nosso modo de vida estão ameaçados. Estamos, juntos com nossos irmãos e irmãs da Caatinga, perdendo nossa vegetação nativa, a rica biodiversidade e nossa cultura ancestral para a monocultura da soja,  a mineração, a pecuária e as barragens. Estão nos expulsando e nos matando para ocupar nosso espaço e destruir a natureza! E se nos tirarem daqui, não vai sobrar nada de Cerrado. É por isso que precisamos do seu apoio para transformar o Cerrado e a Caatinga em Patrimônio Nacional, assim como a Amazônia, o Pantanal  e a Mata Atlântica já são!
O Cerrado é um dos biomas mais antigos do mundo, o segundo maior do Brasil, com 5% da biodiversidade do planeta. É o berço das águas do Brasil, abrigando três grandes aquíferos: Guarani, Bambuí e Urucuia. A água que sai da sua torneira tem grande chance de ser do Cerrado. A crise hídrica que chegou às principais capitais do Brasil, principalmente em 2014 e 2015, pode voltar e ser ainda pior! Nós, povos do Cerrado, junto com os da Caatinga, não desmatamos, não acabamos com os rios, com os animais. Nós protegemos a natureza porque a gente sabe que faz parte dela, que precisa dela. Mas tudo está sendo destruído.
A produção massiva de soja, cana, algodão, eucalipto e as grandes propriedades rurais acabarão com o que ainda resta do Cerrado e da Caatinga. Para tentar nos expulsar, usam suas máquinas, seus agrotóxicos - poluindo nossos rios e intoxicando nossa população - e até armas de fogo. Nossos filhos já não vêem futuro. Mas não desistimos. Resistimos!
Os biomas Cerrado e Caatinga precisam da mesma proteção que a Amazônia, o Pantanal e a Mata Atlântica já possuem. Se o Congresso aprovar a lei que transforma o Cerrado e a Caatinga em Patrimônio Nacional, teremos mais força  para impedir o desmatamento e o genocídio de nossos povos. Sem nós, os povos do Cerrado e da Caatinga, não haverá conservação da natureza, não haverá água, não haverá vida!
Colabore! Assine e compartilhe essa Petição para pressionar a Câmara dos Deputados a votar pela aprovação da PEC 504/2010, que transforma o Cerrado e a Caatinga em Patrimônio Nacional!
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Agricultura Sintrópica: Da horta à floresta

Agrofloresta com Ernst Gotsch



Ernst Götsch é um agricultor e pesquisador suíço que migrou para o Brasil no começo da década de 1980 e se estabeleceu em uma fazenda na zona cacaueira do sul da Bahia. Desde então, vem desenvolvendo técnicas de recuperação de solos por meio de métodos de plantio que mimetizam a regeneração natural de florestas. Com o acúmulo de mais de três décadas de trabalho que resultaram na recomposição de 410 hectares de terras degradadas (dos quais 350 foram transformados em RPPN, a primeira da Bahia), Götsch elaborou um conjunto de princípios e técnicas que viabilizam integrar produção de alimentos à dinâmica de regeneração natural de florestas, sempre complexificando sistemas, ao que convencionou chamar de Agricultura Sintrópica (ANDRADE, PASINI, 2014).

No vídeo "Da horta à floresta", produzido por Dayana Andrade e Felipe Pasini, são apresentadas os sítios de Juã e de Rômulo, no Distrito Federal, em que ambos colocam em prática a agricultura sintrópica. Trabalhando com agroflorestas, os dois agricultores "ajudam" a natureza a otimizar seus processos. O resultado é recuperação de áreas extremamente degradadas e produção econômica significativa, mais eficiente que os plantios orgânicos convencionais. 

Vale a pena assistir e perceber que nem sempre a interferência humana na natureza é ruim. O vídeo mostra exemplos bem ao contrário, em que os humanos podem colaborar na regeneração de ecossistemas devastados. Mesmo os solos mais compactados podem voltar a ter vida abundante. A agricultura sintrópica, ao conjudar floresta e agricultura pode ser aplicada em larga escala, alimentando o mundo com alimentos saudáveis e, ao mesmo tempo, preservando a natureza. 

Como diz Gotsch ao final do documentário: "Temos que criar áreas de inclusão premanente, não áreas de proteção permanente". Com isso ele expressa seu pensamento: é na interação entre pessoas e ecossistemas que se encontra a saída para a crise ambiental - a interação positiva, regeneradora dos processos da vida, boa para o planeta e para todos nós.

Assista ao documentário "Da horta à floresta", em português (legendas em inglês), no youtube:


Para conhecer mais sobre o trabalho de Ernst Gotsch, veja:



Website: Agenda Gotsch

A Serenidade e Espiritualidade de Helenilce Gusmão



A artista plástica Helenilce  Gusmão de Carvalho Andrade nasceu  em Uruana/Go  em 07-06-64 e reside em Goiânia. Graduada em Licenciatura em Ciências Biológicas da UFG começou a pintar a partir dos 8 anos de idade desenhando temas cotidianos e fazendo suas próprias criações. Mas a vida artística como atividade principal surgiu em 1991.
Desenvolveu um estilo próprio chamado de Arte Virtual que pende entre o real e o abstrato. As linhas dão movimento as composições.
Em 1994 a artista descobriu que as linhas podiam ser exploradas com uma perspectiva dualista, na qual elas exibem formas e seguem o estilo figurativo no positivo, enquanto o negativo se traduz em manchas, dando o toque abstrato. Em 1998 as “Flores Virtuais” (onde as linhas presentes nas flores sugerem o movimento do desabrochar de cada pétala) são tema de uma exposição individual na Aliança Francesa e recebe o aval da escultora e doutora em artes Maria Guilhermina. Segundo ela as rosas são serenas , espirituais e carregam uma força gigantesca de expressão. No ano seguinte, Helenilce passou a usar o simbolismo, na qual as rosas representam vidas expressando sentimentos e emoções. Em 1999 uma exposição individual deu origem a um DVD sobre a busca da paz interior. Gradativamente, luzes e raios que entram e saem nas composições foram acrescidos a pintura dando uma terceira dimensão nas obras.
Desde o início de sua atividade artística, já realizou inúmeras exposições coletivas nacionais e internacionais, alcançando várias premiações. A partir de 2001 atua no conselho Curador por Goiás no Circuito Internacional de Arte Brasileira.

Goiânia, 27 de Maio de 2016.

Nome: Helenilce Gusmão de Carvalho Andrade.
Nome Artístico: Helenilce
Data de Nascimento: 07/06/1964. Naturalidade: Uruana - Goiás.

Email: helenilcegca@bol.com.br

Blog: helenilcegusmao.wordpress.com
Site: www.helenilcegusmao.com.br

Nacionalidade: Brasileira. 

Idioma: Português e Inglês (Intermediate Course in SKIILL).

Profissão: Artista Plástica e Curadora de Artes pelo Estado de Goiás..

II - Formação Universitária:

3º Grau: Graduada em Licenciatura em Ciências Biológicas. UFG(Universidade Federal de Goiás).

III - Cursos:

1992 - Curso de Desenho e Pintura - Casa Grande Galeria de Arte; Ministrado por Sáida Cunha e Tai Hsuan-An. Goiânia - GO.

IV - Atividades Artísticas – Profissionais:

1995 - Membro do Quadro de Jurados no VII FAAL. Trindade – GO.
2000 - Participação na votação do Prêmio Cultural Sérgio Mota - Convite do Governador do Estado de São Paulo, Secretário da Cultura e Patrocinadores. Via Internet.
2001 a 2014 Participação no Conselho Curador do VI, IX, X, XI, XII, XIII, XV, XVI, XVII, XVIII  e XIX   Circuito Internacional de Arte Brasileira em vários países: França e Espanha  Inglaterra,  Portugal, Eslováquia, Áustria e Hungria, Argentina, Tchecoslováquia,
China, Tailândia, Polônia, Alemanha, República Dominicana, Tunísia e Itália.
     Membro da ANAP (Academia Nacional de Artes Plásticas).

 V - Exposições Individuais:
1993 - “A Arte Visual de Helenilce”: Galeria de Artes Ângelo Licate - Trindade –GO
1994 - “Desabrochar I”:- No Saguão da Assembléia Legislativa do Estado de Goiás
1996 - Águas e Rosa de Sarom I: Hotel Turismo - Fazenda Água Quente s/n - Rio Quente - GO.
1997 - Águas e Rosa de Sarom II: “GOVESA VEÍCULOS S/A” - Goiânia-GO.
         - Exposição a convite do Presidente da LEG, em comemoração a Reforma e Inauguração do Espaço Cultural do Prédio da LEG (Loteria do Estado de Goiás).
1998 - “Flores Virtuais”: Centro de Cultura Franco Brasileiro Alliance Française. Goiânia - GO.
         -“Flores Virtuais, Paisagens Virtuais e Fragmentos de Madeira”: Tribunal de Justiça. Goiânia – GO.
         - “Pinturas, Fragmentos de Madeira e Objetos”: Mezanino do SEBRAE – Goiânia - GO.
1999 - Exposição de Pinturas e Objetos: CAIXA ECONÔMICA FEDERAL – Goiânia - GO.
         -“Primícias”: Espaço Cultural da JUSTIÇA FEDERAL: Goiânia -Go.
2012 – Exposição Individual no Hotel Holiday Inn no Parque Anhembi -  São Paulo - SP.
2013 – Exposição Individual na Assembléia Legislativa – Goiânia - Go. 

VI - Salões Oficiais e Exposições Coletivas:

1992 - Instituto de Artes da UFG: Goiânia - GO.
2000 - Expo-Millenium: Coletiva em Quatro Países: Canning House Gallery - Londres - Inglaterra. Casa do Brasil: Madri - Espanha. Embaixada Brasileira e Centro Artístico Cultural: Roma - Itália. Sociedade Brasileira de Belas Artes: Rio de Janeiro – Brasil.
         - Museu de Arte de Goiânia: Projeto de Modernização, Ampliação e Reforma do MAG.
         - Concurso Novos Valores da UCG (Universidade Católica de Goiás) e XVII Cartão de Natal. Goiânia - GO.
         - III Salão de Artes Plásticas Santa Fé – Goiânia – GO.
2002 a 2013: Participação no Circuito Internacional de Arte Brasileira em vários países: Inglaterra, França, Espanha, Portugal, Grécia, Itália, Inglaterra, Eslováquia, Áustria, China e Tailândia.
2013  -  II Mostra Brasileira da ANAP no Louvre: 7,8 e 9 de junho.
          - XVIII CIAB: Tunísia- 06 a 13 de setembro. Itália:16 a 22 de Setembro. República Dominicana: 26 de setembro a 5 de outubro.
2014 - X Mostra de Arte Brasileira- Art Index Dubai: World Trade Centre- UAE.19 a 22 de Maio.
2015 - Sublimes Linguagens no Salão Social da OAB-GO. 12 de março.
         - XI Mostra Internacional Victória House – Londres – 23 a 26 de Abril.
         - XIV Salão Internacional da ANAP - 20 de Dezembro.

VII - Premiações:
1993 - 1º lugar no V FAAL: Com a Obra RENASCER (pintura em óleo s/ tela). Trindade - GO.
1994 - 1º lugar no VI FAAL (Festival de Artes ao Ar Livre), - Trindade - GO. Obs.: (Troféu).
1998 - Menção Honrosa: Pintura - VIII Concurso SESI - Goiânia-GO.
2000-2009: Menção Honrosa Internacional por Goiás dos Circuitos Internacionais de Arte Brasileira em vários países Inglaterra, França, Espanha, Portugal, Grécia, Eslováquia, Áustria, Hungria, China, Tailândia e Chile. (Medalhas).
2011 – 2º lugar na 1ª mostra de Gravura de Taubaté-SP: com uma serigrafia. Obs: Medalha.
2013 – 2º lugar em Arte Contemporânea  no Louvre. Paris – França: 09 de junho.
         - Menção Honrosa Internacional no Salão Internacional da ANAP.
2014 – 1º lugar em escolha do público. X Mostra Internacional de Arte Brasileira: Art índex Dubai: 22 de maio.
         - Menção Honrosa Internacional: XIX Circuito Internacional de Arte Brasileira na Áustria, Inglaterra. Museu Inimá de Paula. 11 de novembro.
2015- 2º lugar em Arte Contemporânea em Londres- Inglaterra.
         - Prêmio Top 45 de Marcas - Master pesquisa- Ateliê Rosa de Sarom.
         - Menção Especial – Moderno: XIV Salão Internacional da ANAP.

VIII – Homenagens:
1994 - Sala das Sessões (02 de Maio ). Arquivos de Felicitações do Poder Legislativo pela Exposição Individual Desabrochar I - Goiânia-GO.

IX – Acervos:

MAG - Museu de Arte de Goiânia
MAC - Museu de Arte Contemporânea - Goiânia-GO
Fundação Jaime Câmara - Casa Grande Galeria de Arte - Goiânia-GO.
FUNCULTUR – Paranaguá PR    
FUNDACAM - Fundação Cultural de Campo Mourão - Campo Mourão – PR.

X – Críticas na Imprensa: Matérias de Jornais.

                                                             
                                                              Helenilce Gusmão de Carvalho Andrade

                                               

 

 

 

 

 

 

 

 

        
















  

Artista: Mari Sousa


Continuando a apresentação das obras e dos históricos dos artistas goianos, hoje é a vez de outra artista que retrata muito bem o cerrado e o estilo de vida de seus autênticos habitantes.


Maria de Fátima Oliveira de Sousa

Nome artístico: Mari Sousa
Site :http://www.artistaplasticamarisousa.tk

Mari Sousa nasceu em Firminópolis, Goiás, em 04 de novembro de 1975. Com uma aptidão pelas artes desdea sua infância, a artista,a partir, daífez cursos de desenho, argila, pintura, filosofia da arte, alquimia de cores, dentre outros.
Posteriormente,continuou se aprimorando na modalidade de pintura em tela, onde buscou conhecimentos de fontes como a Universidade Federal de Goiás, aonde se graduou no curso de Artes Visuais.
Empregando a técnica óleo sobre tela,desenvolve seus estudos utilizando-se devárias concepções estéticas acerca das artes plásticas principalmente no que tange aos temas do cerrado goiano aproveitandoassim da pintura para enfatizar a memória e preservação do Cerradobrasileiro.
Recentemente foi premiada no 21º Concurso SESI Arte Criatividade com a obra Paraíso no Cerrado, com curadoria de Carlos Sena Passos, Divino Sobral e Edney Antunes. A obra selecionada obteve o primeiro lugar na modalidade pintura em tela.
Em outubro de 2013 a artista participou da exposição XIV Coletiva de Escultores e Pintores do Santuário da Arte juntamente com grandes nomes da arte de Goiás como Elifas modesto e Omar Souto, com homenagens aos jornalistas Hamilton Carneiro e Arthur Rezende e ao reitor da PUC Goiás WolmirTherezio.
Ainda em outubro de 2013, Mari Sousa desenvolveu uma exposição em parceria com a artista Samira Beérigo denominada Diversidade Estética com aproposta em demonstrar para o público o gosto bem como alguns experimentos no que pode se aproximar a beleza do cerrado com a figura humana
Membro da Associação Goiana de Artes Visuais, tendo como presidente o artista Nonatto Coelho - Filiada deste 2011, Mari Sousa, , juntamente com Sanatan, Ivone Vaccaro, Diomar Lustosa entre outros. participa de vários eventos significativos acerca da produção artística em Goiás. Buscando um aprimoramento em seu trabalho, a artista dedica-se a projetos de arte educação com crianças carentes.






Formação:
  
·      Graduada em Artes Visuais pela Universidade Federal de Goiás, conclusão em 2011.
·       III Edipe- GT Artes - Ensinando a partir da comunidade: Práticas e Idéias desestabilizadoras em Arte e Educação.2009.
·      Participação no II Seminário Nacional de Pesquisa em Cultura Visual.2009.
·      Oficina de linguagem bidimensional. UFG/FAV 2010.
·      Curso Alquimia de tintas naturais, UFG, ministrado pela professora Andrea Gandolf, 40 horas. Ano 2011.
·      Colóquio Saberes escolares e Visualidades, FAV/UFG. Ano, 2011
·      Técnicas de modelagem em Argila.Professor Sérgio Luís Mendonça,centro municipal de educação profissional. Ano 2007.
· Apresentação de comunicação: I Encontro Reflexões sobre Estágio Supervisionado. MAPEANDO E CARTOGRAFANDO EXPERIÊNCIAS DOCENTES.FAV/UFG.Ano:2011.
· Curso de Filosofia da Arte. Ministrado pelo professor Vandimar Marques Damas.40 horas. FAV/UFG.
·      Curso de Desenho e grafite- Perspectivismo.Local: Cooperarte -Professora Célia Mari Gondo.
·      Curso de Pintura e Tela – Professora Eliane Quintais;
·      Curso de Pintura em Tela –Casa do Artista - Artista Plástico Ricardo Gomes.
·      Oficina de Linguagem bidimensional- desenho-Professor Mário Mendes Cavalcante.Carga:40 horas .FAV/UFG. Ano 2010.
·      Membro da Associação Goiana de Artes Visuais- Tendo como presidente a artista Vânia Ferro-Filiada deste 2011.
Exposições: 
·      Exposição de Pintura em tela por intermédio do Centro de Cultura e Intercâmbio Movimento Santuário da Arte. Local: Assembleia Legislativa de Goiás.Dezembro/ 2012- Goiânia

·      Exposição de Pintura em telacom o tema “ Plural de cores” .Local: Tribunal de Justiça de Goiás.Dezembro/ 2012- Goiânia. 


Artista: Samira Beérigo

Cerrado em Tela estará, a partir de hoje, apresentando obras e pequenos histórico dos artistas  plásticos goianienses. Iniciaremos por Samira Beérigo, que tem mãos mágicas para retratar o cerrado.

Samira Beérigo nasceu em Uberaba-MG, reside em Goiânia desde a infância. Uma artista mineira de coração goiano.
Seu despertar pela arte teve início em 1979, ainda adolescente, quando teve seu primeiro contato com as tintas e pincéis. Desde então o desenho e a pintura fizeram parte de sua rotina.
Artista autodidata é técnica em Design de Interiores.
Atualmente dedica seu tempo para transmitir seus conhecimentos ministrando aulas de pintura em tela em seu atelier e paralelamente produzindo suas pinturas.
Já passou por várias fases, mas sempre preferiu trabalhar com temáticas e atualmente produz a série que retrata o cerrado brasileiro, uma de suas paixões.
Trabalhou com estilos diferentes, misturando técnicas e fazendo experimentos, mas encontrou no figurativo a realização do seu trabalho.
Engajada em movimentos sociais, foi voluntária em projetos de oficinas para crianças carentes juntamente com alguns colegas artistas.
 Presa a arte como base para o crescimento do ser humano e acredita nos benefícios que a arte pode trazer a todos, pois sua linguagem é universal.

É membro da AGAV – Associação Goiana de Artes Visuais. Participou de várias exposições individuais e coletivas na capital e interior.








Galeria Noturna - Programa Giro 27 10 14

A Prefeitura de Goiânia, por meio da Secretaria Municipal de Cultura (Secult Goiânia), lançou o Projeto Galeria Noturna, que está transformando o visual do Setor Central e dando oportunidade a muitas pessoas que por ali transitam, de conhecer a arte, tanto algumas obras de artistas que comumente expõem em galerias, como a arte urbana que muitas vezes são aplicadas em muros de bairros mais afastados ou em vielas e becos. Nesse vídeo do Programa Giro da PUC TV, Ângelo Lima mostra toda transformação das portas de aço espalhadas nos 1.700 metros da Avenida Goiás, fazendo com que esse espaço se transforme em uma das maiores galerias a céu aberto que se tem conhecimento.

Cerrado: um drama em silêncio


Estamos chegando ao final do ano e a realidade do cerrado se torna cada vez pior. O anúncio dos ministérios ligados ao meio ambiente e agricultura para o próximo mandato não nos dá muita esperança de recuperação e/ou preservação. Postamos essa matéria de Washinton Novaes para a Revista National Geographic, torcendo para que, mesmo com as sinalizações contrárias, em 2015 possa haver maior atenção ao nosso bioma.

Tão discreta quanto a beleza é a destruição da grande savana brasileira


Embora nascido em Patos de Minas, o escritor Carmo Bernardes, que morreu em 1996, considerava-se goiano. Um "goiano do pé rachado", como dizia. Com sua fala simplória, o mineiro explicava a incrédulos que "o Cerrado é uma floresta de cabeça para baixo", pois em muitos lugares há mais matéria vegetal subterrânea, escondida sob o solo, que exposta. Às vezes as raízes têm de mergulhar em busca da água dos lençóis profundos - mais aqui, menos ali, dependendo de a planta estar em cerradão ou mata de galeria, mata seca ou vereda, campo limpo, campo sujo ou cerrado senso estrito, as sete paisagens desse ecossistema que os cientistas enumeram. Em certos lugares, a biomassa subterrânea de uma árvore chega a ser sete vezes maior que a exposta.

Nos mais de 2 milhões de quilômetros quadrados do Cerrado, cerca de 24,1% do território brasileiro, predominam mais arbustos e ervas que árvores. Mas há também matas secas, as chamadas florestas deciduais - aroeiras, perobas, ipês, cerejeiras, cedros -, que perdem quase todas as folhas no inverno, uma estratégia para guardar energia e enfrentar a estiagem e o frio. Já foram identificadas mais de 12 mil plantas - os pesquisadores acreditam que possam existir pelo menos 20 mil -, das quais 4 mil são endêmicas. Na última década, só de flores, foram identificadas 966 novas espécies. Para ter uma idéia, o Distrito Federal, com menos de 6 mil quilômetros quadrados em meio ao bioma, tem mais orquídeas conhecidas que toda a Amazônia. Segundo o I Relatório Nacional para a Convenção sobre Diversidade Biológica, o Cerrado brasileiro guarda pelo menos um terço dos 15% a 20% dessa diversidade no planeta. Em certos pontos, chega-se a encontrar até 28 espécies por metro quadrado. Na estação seca parece uma orgia de flores miúdas, multiformes e coloridas. O povo mais antigo orgulha-se de utilizar cerca de 300 espécies na medicina popular, que os cientistas estudam para encontrar formas de uso industrializáveis.

A despeito de tanta riqueza, o desmatamento do Cerrado avança à razão de 22 mil quilômetros quadrados (1,1% do ecossistema) por ano. Como já são mais de 800 mil quilômetros quadrados desmatados, a perda da biodiversidade é acentuada. Há indícios disso no desaparecimento progressivo de polinizadores, como abelhas e morcegos, dos quais depende inclusive o pequi, o fruto adorado pelos habitantes da região, seja para ser provado como doce, seja na composição de iguarias típicas, como a galinhada. É preciso saber degustá-lo: gente de fora, sem conhecimento ou hábito, costuma morder o fruto com pressa - com isso, enche também a língua de centenas de minúsculos espinhos que povoam cada caroço de pequi, por baixo da polpa amarela. A vida em breve irá melhorar para esses forasteiros incautos: com a ajuda de índios da região do Xingu, no Mato Grosso, pesquisadores estão começando a viabilizar um tipo de pequi sem espinhos.

Viajar pelo Cerrado pode ser uma surpresa sem fim, tantas as paisagens, tantos os encantos. Pode-se, por exemplo, ir ao Jalapão, no Tocantins - um "perto meio longe", como diz o povo dali - e reencontrar o Cerrado de antigamente, perdido em outros lugares do centro-oeste brasileiro.


11 de setembro: Dia do Cerrado

Onze de setembro é o Dia do Cerrado. Apesar das notícias não serem tão promissoras, é uma excelente oportunidade para renovar o ânimo e reforçar nossa luta pela defesa do bioma e dos povos e comunidades tradicionais

Desde 1992, a Rede Cerrado trabalha para propor, monitorar e avaliar projetos, programas e políticas públicas afetos ao Cerrado e também ao direito de quem vive no e do bioma. A intenção é defender um modelo de desenvolvimento sustentável, que protege e garante recursos naturais para as futuras gerações. 
Muito embora os governantes afirmem compromisso em manter um meio ambiente saudável, alguns colocam o Brasil na vanguarda do atraso ao permitir a conversão da vegetação nativa em áreas degradadas.
Atualmente, mais de 55% do Cerrado já foi descaracterizado, o que dá o título de ser um dos biomas mais ameaçados do planeta. 
A pecuária extensiva é uma das principais causas do desmatamento na região, quadro agravado pela baixa tecnologia empregada, causando baixíssima produtividade: em média, uma cabeça de gado por hectare. Diante da ausência de manejo das pastagens, o bioma tem hoje 4,2 milhões de hectares de pastagens degradadas, o que equivale a 10% da terra utilizada para pecuária no Cerrado. 
A produção agrícola com base nas monoculturas, principalmente, de soja, eucalipto, cana-de-açúcar e algodão estão pautadas em um modelo tecnológico que, além de desmatar grandes extensões de terra e gerar poucos empregos, utiliza grandes quantidades de insumos químicos, o que levou o Brasil ao posto de maior consumidor de agrotóxicos do mundo. 
Da perspectiva de preservação da biodiversidade, o Cerrado conta com poucas áreas protegidas por meio de unidades de conservação. Cerca de 8% da área do bioma (UCs estaduais e federais), complicando não só o futuro dessa região, como também a qualidade de vida da população, que é impactada com a alteração climática, seca de rios, problemas de enchentes e deslizamentos de terra.
Apesar destas atividades promoverem a perda expressiva da biodiversidade e gerarem conflitos pelo domínio da terra e acesso aos recursos naturais, a “caixa d'água do Brasil” ainda abastece grandes aqüíferos e bacias hidrográficas. E é em defesa de toda esta riqueza que a Rede Cerrado reafirma suas esperanças e faz questão de comemorar a data. 
“As notícias e números relativos à conservação do Cerrado não são nada animadores, mas o passado recente nos diz que a sociedade civil está mobilizada e em busca por justiça socioambiental. Por isso, seguimos adiante com nossas esperanças renovadas e, ao invés de ficar triste neste 11 de setembro, vamos redobrar o ânimo e fazer o que é preciso: não baixar a guarda e manter a luta em prol do Cerrado”, afirmou Altair de Souza, coordenador geral da entidade.
Audiência Pública 
No dia dedicado ao Cerrado, o Ministério Público Federal, em parceria com a Rede Cerrado, realizará a audiência pública sobre os conhecimentos tradicionais associados ao patrimônio genético, no período de 11 a 12 de setembro, na comunidade quilombola do Cedro, no município de Mineiros (GO).
A conservação do Cerrado exige o respeito e a promoção dos conhecimentos tradicionais associados ao rico patrimônio genético do bioma presente no coração do Brasil. Um dos problemas é que há dificuldade para a viabilização econômica de iniciativas desse tipo. A legislação atual não prevê regras específicas, isto é, as comunidades tradicionais são submetidas às mesmas leis aplicadas a grandes laboratórios farmacêuticos.
"Temos uma vigilância sanitária que cria obstáculos por não reconhecer esses conhecimentos como válidos, como importantes", explica o procurador da República Wilson Rocha Assis, membro do Grupo de Trabalho Conhecimentos Tradicionais, vinculado à 6ª Câmara de Coordenação e Revisão do MPF (populações indígenas e comunidades tradicionais). "As comunidades acabam não dando conta de colocar seus produtos no mercado e se veem obrigadas a vender o conhecimento a empresas com infraestrutura para dialogar com o poder público", complementa, adiantando outro ponto da discussão proposta para os dias 11 e 12: a repartição equitativa dos benefícios comerciais derivados da utilização do conhecimento tradicional. Há inúmeros casos de recursos de países em desenvolvimento acessados sem consentimento e transformados em direitos proprietários nos países industrializados, que passam a vendê-los aos próprios detentores originais dos materiais biológicos.
A discussão sobre conhecimentos tradicionais associados ao patrimônio genético, contudo, não pode ser feita de forma isolada, em cima de um ou outro caso. É necessária compreensão ampla do modelo econômico implementado pelo Estado brasileiro, que não favorece comunidades como as indígenas e as quilombolas.
O evento contará com a participação de representantes de comunidades tradicionais do Cerrado, entidades da sociedade civil e órgãos públicos locais, regionais e nacionais (entre eles, o ICMBio, o Ibama, a Anvisa, os ministérios da Saúde, do Meio Ambiente e da Educação, e a Secretaria-Geral da Presidência da República).