INFINITA SIMBIOSE



Infinita Simbiose

Diego Mendonça

Entremeio a folhas rudes e ásperas

Brotada em um desolante chão cerratense

Centelha viva da sábia Natureza criativa

Filha mais nova da simbiose amorosa

Cintila em violetas e dourados tons

A flor que sacia o seco peito caboclo

E brota o fruto do ciclo do amanhã

Quando o Guará em sua incompletude

Se encontra contemplado com o arbusto

E solitário em sua madrugada

Encontra esperança em sua irmã maior

Foge agradecido por ser vida em conjunto

E propaga o gérmen em retribuição

Fazendo renascer seu amor por onde passa

O lobo não é mau

Nem a Lobeira é o bem

Eles apenas se entendem

E se amam

E como toda a Fauna e Flora

Se entregam em seu papel

Que é florescer no campo e no caminho

Reafirmando a aliança eterna

Que está muito além dos sentidos do viajante e do poeta

Que apenas com humildade e reverência

Pode ser lobo, Lobeira ou o próprio luar

A contemplar...